Dia Mundial da Poesia (21/03)

 Escrever faz parte do que conheço por mim. 

Quando comecei o blog uma das intenções era trazer a luz alguns poeminhas meus

A poesia sempre esteve presente em minha vida. Meu avô escreve, minha mãe escreve, ambos tem livro publicado. Aliás tem uma poesia da minha mãe que adoro (que pode ser lida aqui).

O meu despertar veio aos 10 anos, escrevi um poeminha beeeem bobinho, aquela inocência de criança... E desde então passou a ser uma das minhas válvulas de escape (juntamente com o download dos pensamentos e, claro, chorar), uma das formas de colocar pra fora o aperto do peito e o nó da garganta.

Quando estava na escola era fascinada pelo Romantismo, aquela coisa meio trágica, sofrida, me via como um daqueles poetas tão sofredores. Talvez isso tenha se refletido na minha escrita, pois a maioria é uma sofrecência só...

Houve um tempo que eu tinha um caderno de poesias, onde colocava todas as que escrevia, mas um dia roubaram meu caderno (que acabei recuperando depois) mas isso se juntou a outro trauma prévio e passei a escrever em qualquer papel que estivesse a frente. Durante a faculdade escrevia nas divisórias do fichário, na folha de exercícios, nas provas corrigidas, na xerox dos livros...


Antes disso, havia reunido as poesias escritas até então e as digitei no Wordstar e as imprimi (numa impressora matricial e usando formulário contínuo, é faz tempo isso...) e foi essa impressão que guardei durante muitos anos das minhas primeiras poesias.

Anos mais tarde, já adulta, digitalizei e organizei 

Nesses anos perdi algumas seja pelas diversas mudanças de casa, seja pela inspiração bater justamente em algum momento que não posso escrever (tipo no banho). O processo criativo é meio caótico kkk Algumas levam anos para serem concluídas, outras ficam pela metade mesmo.

E, sim ainda continuo escrevendo em qualquer papel que aparece na frente.... E, no papel. Usando lápis ou caneta. Como faziam os maias e astecas...

Para este dia, além de algumas já publicadas, que podem ser vistas aqui, procurei trazer à luz uma das guardadas (que não fossem tão sofrência).


sou como a brisa que passa
como o calor do sol que aquece
como o frio que congela
como o medo que arrepia
como a paixão que pulsa
você não vê, apenas sente.

Vivianne Montalvão, Rio de Janeiro, 04/08/2009


Tão Perto, Tão Longe

Tão Perto, Tão Longe
Tão longe, mas tão perto
Tão perto, mas tão longe
Tão longe, tão perto
Tão perto, tão longe
Longe, perto
Perto, longe
Longe do perto
Perto do longe
Do longe, perto
Do perto, longe

Vivianne Montalvão, 04/01/2001






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