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Ela estava eu voltando para casa após um dia de trabalho. Caminhava calmamente pela rua, eu desci no ponto da Galeria São Luiz e vinha pela Rua do Catete absorta nos meus pensamentos e nas coisas que tinha que fazer em casa ("tenho que agendar o pagamento do IPVA e da mensalidade da escola", "vou passar na padaria e comprar um pãozinho", "o pavê! tenho que fazer hoje", "será que os amiguinhos foram lá em casa?"...). E assim ia...
Ao passar em frente as Drogasmil, lembrei-me da notícia que tinham assaltado a loja, e toda vez que passo por ali lembro do ocorrido...
Mais alguns passos e de repente algo me faz voltar ao planeta Terra. Foi muito rápido! Senti como se uma pinça picasse meu colo e sinto meu cordão ser puxado.
Foi tão rápido que o máximo de reação que tive foi sair um pífio "filho da puta!".
Levei as mãos ao colo, o cordão, agora arrebentado, com os pingentes ainda lá estavam.
E o ser que surgiu do nada foi caminhando calmamente junto com seu comparsa em direção ao Largo do Machado.
Fiquei um tempo parada tentando assimilar o que acabara de acontecer. Com misto de susto, raiva, vontade de chorar...
Fui até a cabine de polícia avisar do ocorrido. O policial que me atendeu explicou que eles ficam numa busca de gato-e-rato, quando conseguem apreender algum não tem como fichá-los pois não há denúncia nem vítima para a ocorrência e acabam tendo que soltá-los pois são menores de idade.
Orientou-me a registrar uma ocorrência no site da polícia.
Cheguei em casa frustada e com aquela sensação de impotência.
Fiz o registro da ocorrência, que só será efetivada com meu comparecimento na delegacia em 18/03, data mais próxima disponível.
Estou bem, nada de mais aconteceu, não levaram nada, não me machucaram. Ficou só a sensação de impotência e de ter virado mais uma vítima, mais um número, virei estatística...
Ao passar em frente as Drogasmil, lembrei-me da notícia que tinham assaltado a loja, e toda vez que passo por ali lembro do ocorrido...
Mais alguns passos e de repente algo me faz voltar ao planeta Terra. Foi muito rápido! Senti como se uma pinça picasse meu colo e sinto meu cordão ser puxado.
Foi tão rápido que o máximo de reação que tive foi sair um pífio "filho da puta!".
Levei as mãos ao colo, o cordão, agora arrebentado, com os pingentes ainda lá estavam.
E o ser que surgiu do nada foi caminhando calmamente junto com seu comparsa em direção ao Largo do Machado.
Fiquei um tempo parada tentando assimilar o que acabara de acontecer. Com misto de susto, raiva, vontade de chorar...
Fui até a cabine de polícia avisar do ocorrido. O policial que me atendeu explicou que eles ficam numa busca de gato-e-rato, quando conseguem apreender algum não tem como fichá-los pois não há denúncia nem vítima para a ocorrência e acabam tendo que soltá-los pois são menores de idade.
Orientou-me a registrar uma ocorrência no site da polícia.
Cheguei em casa frustada e com aquela sensação de impotência.
Fiz o registro da ocorrência, que só será efetivada com meu comparecimento na delegacia em 18/03, data mais próxima disponível.
Estou bem, nada de mais aconteceu, não levaram nada, não me machucaram. Ficou só a sensação de impotência e de ter virado mais uma vítima, mais um número, virei estatística...
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| O cordão |
Local:
Rio de Janeiro - RJ, Brasil
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