Insônia...

Certos cheiros, sons que me remetem instataneamente a um ponto do passado.
Por exemplo, há um toque do celular da LG que quando ouço sou lançada ao ano de 2009 em São Luis.
Eu estava dando um ciclo de treinamentos em um sistema, naquele dia tinha sido em São Luis (que eu chegara às 1h30 no hotel e estaria de pé às 6h), no dia seguinte seria em outra cidade.
O vôo era às 4h30, então eu precisava acordar às 3h da manhã para estar no aeroporto às 4h para pegar o vôo para Imperatriz, de lá um taxi para estar às 8h da manhã em Açailândia para o treinamento.
Desde então, quando ouço o toque é como se eu estivesse em uma cena de "Em Algum Lugar do Passado" e fosse arrebatada para aquele momento.

Outro é quando venta por demais. Sempre lembro-me de observando a tempestade se aproximar pela janela. Eu ficava lá, no que um dia viria a se tornar por um breve espaço de tempo, no "salão de jogos" da casa. Ficava no projeto de janela observando os raios e trovoadas vindos do município vizinho...

Lembro-me, também, sempre de um fato que não tem relação com ventos...

Assim, como na atual casa (que ainda conto como foi a mudança), quando era criança havia uma amendoeira em frente a minha casa. Ela estava lá para prover um pouco de sombra ao meu quarto, pois quando era verão lá era uma filial do deserto Saara...
Uma bela noite calma e sem ventos de primavera/verão (não sei ao certo, naquela época a primavera era uma amostra do que o verão nos reservava em termos de fritar os miolos), "do nada" ouço um barulho, um estrondoso barulho e logo em seguida ficamos sem luz (o que era bem comum na cidade, era só ventar um pouco mais ou cair umas gotinhas mais parrudas que a luz ia embora). Quando olhamos para fora, vimos a amendoeira caída bloqueando a rua. Na queda levara os fios dos postes =(
Ninguém se machucou, por sorte. Sorte nada, quase ninguém passa por aquela rua até hoje...
Ficamos uns 2 dias sem luz até a árvore ser retirada e os fios religados.
O engraçado que toda vez que venta muito sou levada até esta lembrança, que a minha jovem memória diz que não ventava.

Não sei  porquê, mas tenho uma forte relação com a natureza (não tão forte a ponto de virar integrante do greenpeace, mas forte o suficiente para fazer a minha parte). Isso desde de sempre...
Lembro-me de ainda jovem tentar "defender" uma pobre árvore que estava sendo abatida em um terreno baldio. E hoje, por mais que eu tente, não consigo jogar um reciclável no lixo comum...

Isso são só lembranças que me abatem quando a insônia vem me visitar e venta sem parar.

Ps.: E lá se foram 3 páginas escritas no bloco de papel. Sim, eu ainda escrevo usando caneta e papel (e depois transcrevo para o blog =)


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