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Hoje li no jornal uma reportagem sobre a corajosa crítica de uma professora.
Sendo filha de professora, identifiquei no video algumas passagens que eu vi dentro de casa. Como minha mãe despencando do Rio para dar aulas no interior do interior do Rio ou nos cafundós de Duque de Caxias à noite ou ainda ministrando aulas sob fogo cruzado na Maré. Muita coisa ela não nos contou para nos preservar (ou não ficarmos preocupadas), mas ela já passou por alguns perrengues, como a ameaça de alguns alunos por ela tê-los visto pichando uma sala ou das vezes que não conseguiu chegar na escola, pois os donos da favela a "fecharam".
E tendo estudado em uma escola pública no interior eu também vivi de perto a pouca qualidade e a precariedade do ensino. Calor, falta de bebedouros com água potável (acredito que tive hepatite por ingerir água contaminada), falta de livros ou de merenda - houve uma época que ficamos meses sem (Graças a Deus eu não dependia da merenda, mas para muitos dos meus amiguinhos era a única real refeição do dia).
Em nenhuma turma que estudei, da 1a à 8a série, tinha menos de 40 alunos. Agora, imagina controlar e aguentar 40 crianças, ou pior, 40 adolescentes falando/gritando ao mesmo tempo todos os dias?!
Dureza, né?! Mas eles estão lá, cuidando do que acreditamos ser o futuro do nosso país. Mas este futuro é pintado cada vez mais num quadro turvo e sem perspectivas.

A professora Amanda que teve a coragem de "esfregar" na cara dos governantes do seu estado a triste realidade vivida diariamente, não é uma heroína nas redes sociais, ela e toda a categoria são heróis reais e diários do nosso país, que lutam, apesar das condições adversas, para levar a esperança de um futuro melhor.
Minha mãe conta que quando ela se tornou professora - há muito tempo - esta era uma profissão de prestígio com boa remuneração e reconhecimento. Hoje a sociedade cobra mas não dá nada em contra-partida, como um salário digno e condições de trabalho e ainda espera que sejam os salvadores da pátria.
Veja o vídeo em:
Professora Amanda Gurgel, do RN, fala sobre situação crítica da educação e vira heroína nas redes sociais
Ps.: O pior de tudo é a sensação que nada irá mudar enquanto permanecermos de braços cruzados.
Sendo filha de professora, identifiquei no video algumas passagens que eu vi dentro de casa. Como minha mãe despencando do Rio para dar aulas no interior do interior do Rio ou nos cafundós de Duque de Caxias à noite ou ainda ministrando aulas sob fogo cruzado na Maré. Muita coisa ela não nos contou para nos preservar (ou não ficarmos preocupadas), mas ela já passou por alguns perrengues, como a ameaça de alguns alunos por ela tê-los visto pichando uma sala ou das vezes que não conseguiu chegar na escola, pois os donos da favela a "fecharam".
E tendo estudado em uma escola pública no interior eu também vivi de perto a pouca qualidade e a precariedade do ensino. Calor, falta de bebedouros com água potável (acredito que tive hepatite por ingerir água contaminada), falta de livros ou de merenda - houve uma época que ficamos meses sem (Graças a Deus eu não dependia da merenda, mas para muitos dos meus amiguinhos era a única real refeição do dia).Em nenhuma turma que estudei, da 1a à 8a série, tinha menos de 40 alunos. Agora, imagina controlar e aguentar 40 crianças, ou pior, 40 adolescentes falando/gritando ao mesmo tempo todos os dias?!
Dureza, né?! Mas eles estão lá, cuidando do que acreditamos ser o futuro do nosso país. Mas este futuro é pintado cada vez mais num quadro turvo e sem perspectivas.

A professora Amanda que teve a coragem de "esfregar" na cara dos governantes do seu estado a triste realidade vivida diariamente, não é uma heroína nas redes sociais, ela e toda a categoria são heróis reais e diários do nosso país, que lutam, apesar das condições adversas, para levar a esperança de um futuro melhor.
Minha mãe conta que quando ela se tornou professora - há muito tempo - esta era uma profissão de prestígio com boa remuneração e reconhecimento. Hoje a sociedade cobra mas não dá nada em contra-partida, como um salário digno e condições de trabalho e ainda espera que sejam os salvadores da pátria.
Veja o vídeo em:
Professora Amanda Gurgel, do RN, fala sobre situação crítica da educação e vira heroína nas redes sociais
Ps.: O pior de tudo é a sensação que nada irá mudar enquanto permanecermos de braços cruzados.
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