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Uma crônica sobre cafés, viagens românticas e o tabu do cocô.
Meninas não cagam, não fazem cocô.
Mesmo depois de ter me tornado mãe e perdido toda a minha privacidade no banheiro (família cocô), ainda não consigo conversar confortavelmente sobre esse momento.
Engraçado, né? Eu falo quilos de palavrões sem piscar, mas “cocô” parece continuar sendo um tabu. Lançar um “PQP” em alto e bom som sai fácil, mas “cocô” sai meio tímido…
Aí você não consegue fazer seu cocozinho matinal porque, naquele dia, seu intestino resolveu continuar dormindo, e você fica tentando lembrar o que comeu para ele ficar tão desanimado, logo ele, que sempre está a postos.
No almoço, você toma aquele expresso para dar uma “sacudida” e apressar a saída daquela opressão toda. Mas, ao voltar ao trabalho, o chefe chama para tirar a foto oficial da equipe. E lá está você, com tudo se remexendo, correndo para o banheiro em busca de alívio. Mas o banheiro está cheio, todas se emperequetando para a foto, e você senta, escuta a conversa de todas e tenta se convencer a abrir a válvula:
“Você é mãe, já passou por situações piores.”
“Todo mundo faz cocô.”
“Todo mundo faz cocô.”
Mas outra parte sussurra:
“Todo mundo vai ouvir. Ninguém precisa ouvir.”
O lado pudoroso vence e, apesar do incômodo, tudo trava.
Então vamos pra tal foto. Sorrisos, papo com todos, e o sentimento de pesar sempre presente. Volta pro posto de trabalho: planilhas, relatórios, apresentações. E, finalmente, fim de expediente. \o/
Em casa, a missão é clara: livrar-se de tudo que está atravancando a vida.
No caminho, lembro de um episódio de Two and a Half Men [alerta de spoiler] em que o Jake passa o dia dando patadas, todo raivoso, e a Berta dá uma garrafa de suco para ele. Depois, ele aparece calminho, calminho. Penso: já tentei café e não rolou, se meu poder yogue não funcionar, vou apelar para mamão e ameixa.
Lar, doce lar. Crianças alimentadas e entretidas na sala, pego meu livro e parto para a missão. E ali, naquele ambiente controlado, longe de desconhecidos, tudo flui. Um enorme alívio toma conta do meu ser, como se eu tivesse tirado um grande peso de dentro de mim. 😌
Algumas coisas que aprendi para evitar situações como essa:
✨ Tenha uma alimentação balanceada (frutas, fibras, verduras).
✨ Beba bastante água (senão, você vai entupir mesmo comendo fibras).
✨ Pratique exercícios regularmente.
Mas, mesmo fazendo tudo certo, às vezes não rola. Pode ser preocupação com uma reunião importante, o medo de perder o voo ou a vergonha numa viagem romântica. O psicológico impacta bastante.
O que eu recomendo? Livre-se dessa culpa. Todo mundo faz cocô, até aquela supermodelo mara ou aquele ator gostosão. Todos fazem.
Ter uma rotina de cocô ajuda muito: você se conhece melhor e sabe o que esperar. Claro, às vezes a gente come aquele salgado suspeito e o intestino reage imediatamente, mas tirando esses infortúnios, você terá mais controle.
E para os momentos críticos (como a viagem romântica), existe o freeCo que ajuda a neutralizar o cheirinho. Para o barulho, coloque uma música no celular, dá para abafar bem.
Produtos para aquele momento:
freeCo - https://s.shopee.com.br/AKPRNoXB9k
Local:
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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